
“Dir-se-ia que o autor acolhe a grande máquina de sonhos
pessoana e recolhe o seu imaginário à beira de perder-se”
Maria de Lourdes Soares, in SOLETRAS (Revista do Departamento de Letras
da Universidade do Estado do Rio de Janeiro)
“Jorge Marmelo, através da máscara do seu novelista,
vê e dá ver claramente o poeta múltiplo, vivo, pura
potência de escrita, decerto conforme o fingidor gostaria de ser
visto”
Idem
“Um irónico divertimento, um daqueles livros de que se costuma
dizer, e com razão, que se lêem de um só fôlego”
Mário Santos
Mil Folhas (Público)
"Pessoa aparece na companhia dos seus heterónimos (que assistem
à sua morte)
e de uma lista impressionante de outras personagens que transformam 'Os
Fantasmas de Pessoa' num pequeno delírio"
Francisco José Viegas
Grande Reportagem
"Jorge Marmelo escreve muito bem. É um
dos escritores portugueses que mais
se divertem com a sua condição de autor. 'Os Fantasmas
de Pessoa' prova que
o talento e o divertimento rimam muito, muito bem"
idem
"Mais do que relembrar os diversos interesses esotéricos
pessoanos, Marmelo
aproxima os heterónimos das múltiplas identidades assumidas
por Crawley e
outras figuras, fazendo da heteronímia um fenómeno entre
o paranormal e o
psiquiátrico"
Pedro Mexia
Diário de Notícias
"'Os Fantasmas de Pessoa' apresenta uma escrita
desenvolta e elegante,
polvilhada de citações de Pessoa sem ser pedante, e sempre
divertida"
Idem
"O que faz o interesse desta ficção
é o prazer da narrativa — e, por
conseguinte, da leitura — menos do que os seus temas e substância.
Aliás,
Marmelo nunca apostou particularmente na profundidade, sendo sobretudo
um
grande autor de entertainments (o que não tem nada de mal, ou não
fosse esse
o nome que Graham Greene dava a alguns dos seus romances)"
Idem
"Os que acudiron algunha vez a un congreso de escritores descubriranse
nun
ou noutro bando, tal e como a posteriori se sitúa o autor. O que
a moitos
creadores se nos escapou foi crear unha novela a partir desta curiosa
idea.
Nalgún momento alguén proclama que o asasinato sería
o mellor soporte
publicitario para un romance e o autor do manuscrito disponse a acadar
a
sona a partir de arrincar a vida a outros. Non me digades que non é
brillante e, o mellor de todo, irlle poñendo caras ás persoas
que sabemos
poderían asasinar, como o autor ficcional, por conseguir que os
seus libros
estean nos primeiros postos da FNAC en Portugal ou de El Corte Inglés
en
Galicia. Verdadeiramente divertido e sempre maligno, unha verdadeira mostra
do humor acedo e sarcástico de Marmelo".
Rosa Aneiros
www.culturagalega.org
“Manuel Jorge Marmelo (...) tem vindo a conquistar o público
e o respeito da
crítica pela solidez e originalidade da sua ficção.
‘Os Fantasmas de
Pessoa’, seu último romance, conduz os leitores pelos recantos
obscuros e
quase insondáveis da vida do poeta, e, embora alguns desses cantinhos
tenham
sido objecto de ensaio, nunca tinham seduzido tão apaixonadamente
o
imaginário literário como aconteceu com M.J. Marmelo. Utilizando
uma
narrativa bastante eficaz, (...) cria uma história marcada pelo
crime, muito
bem urdida”
Vítor Quelhas
Expresso, 13 de Março 2004
"Seria um outro tipo de crime revelar o desfecho de um livro de suspense.
Resta torcer, portanto, que a Companhia das Letras publique por aqui
essa intrincada e envolvente versão lusitana de 'Literatura
ou Morte'".
Manuel Costa Pinto
"Folha de S. Paulo" (Brasil)
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