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Ribeiro
Sanches
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Textos
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Crítica
a Rousseau
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Mon Journal, fl. 3,
Fevereiro de 1762 (em francês no original)
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Causas
da ruina da agricultura
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Dificuldades que tem um
reino velho em emendar-se e outros textos, colectânea de textos
apresentada por Vitor de Sá, Porto, Editorial Inova, 1971(?), pág.
117.
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A génese
das emoções
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Dissertação
sobre as Paixões da Alma, Edição da C.M. de Penamacor, 1999,
p. 18/19.
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Crítica
a Rousseau
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"
Desde que a Sociedade dos Jesuítas foi abolida em França e a sua
Escola igualmente, saíram impressos vários livros sobre a Educação
da Juventude. Mas como são produções informes sem qualidade, sem
saber, sem fazer a distinção que há, e deve haver, entre a Educação
Civil [e] a Educação Religiosa, não merecem a menor atenção da
posteridade. Eu falo do livro Emile ou de l'Education pelo
Sr. Rousseau de Génève, em 4 vol. in 8º. Amsterdão 1762. É um
livro impraticável, cheio de paradoxos, contrário à constituição
do Estado Civil, e que mina todas as leis fundamentais."
Mon
Journal,
fl. 3, Fevereiro de 1762 (em francês no original)
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Cima
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Causas
da ruina da agricultura
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"Mas outras
duas causas maiores são a ruína da Agricultura em Portugal.
A Primeira.
Permitir o Governo a entrada dos trigos e sementes da Irlanda, e da
Inglaterra nos portos e mar do Reino, e principalmente no de Lisboa,
sem reserva nem a mínima precaução: conservando armazens cheios de
trigos estrangeiros, e que não fossem expostos em venda, enquanto o
trigo e o centeio do Reino não subisse na praça, ou no Terreiro a um
preço demasiado.
A Segunda Causa,
é a falta de caminhos de carros e carretos para se
transportarem os trigos e mais sementes do lugar da sua colheita, não
somente as vilas à roda, mas até aos portos do mar. não somente o
lavrador ficará arruinado se não vender cada ano a metade da sua
colheita, mas também as rendas da Coroa, as rendas das Ordens
Militares, etc. . Em todo o Reino existem celeiros reais, armazéns de
vinho, e azeite: se se não venderem, se não houver caminhos
rios navegáveis, ou canais para transportarem até aos mercados é
perda maior para o Reino que dois anos a fio de Esterilidade.
"
Dificuldades
que tem um reino velho em emendar-se e outros textos, colectânea de
textos apresentada por Vitor de Sá, Porto, Editorial Inova, 1971(?),
pág. 117.
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Cima
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A génese
das emoções
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"Todas
as paixões da alma são actos repetidos do mesmo objecto agradável
ou desagradável.
Vê
uma criança a luz de uma vela. Levada ao agradável da flama a quer
tomar com a mão; queima-se, retira-se; ficou impresso no sensório
comum aquela sensação ingrata e quanto mais intensa ela for mais
aversão ficará para outra semelhante sensação.
A
primeira vez que um cervo ouve no monte um tiro ou o latido dos cães
não teme; salta atordoado e logo que se sossegou aquele estrondo ou o
ruído o animal para. Mas quando um velho cervo que foi caçado,
perseguido e ferido, chegou a ouvir um tiro ou o mínimo latido de um
cão, então salta, corre, excita-se nele a ideia ingrata da ferida e
do cansaço, já tem medo, e com ele corre até às vezes se ir meter
na água.
O
menino que se queimou pela primeira vez com a flama de uma vela não
temia a queimadura porque dela não tinha sensação nem memória, mas
se depois de haver-se queimado o obrigassem a pôr a mão na mesma
flama logo temeria, gritaria, mostrando a maior aversão.
Se
corrermos pelas sensações de todas as paixões, acharemos que é
necessário que o homem tenha primeira todas as sensações impressas
no sensório comum que lhe são agradáveis para a sua conservação,
ou desagradáveis porque lhe causarão a sua destruição, para romper
ou manter movimentos vigorosos que lhe chamamos paixões da alma. ...
... ...
Tanto
mais vivas e penetrantes forem as primeiras impressões que adquirimos
das cousas que podem servir à nossa conservação ou destruição,
tanto mais forte será essa paixão por toda a vida quando aquelas
impressões forem renovadas. … … ...
Descartes
afirma que toda a vida amou os olhos verdes porque na sua adolescência
estivera enamorado de uma moça que os tinha semelhantes. Aquela sensação
permanente que se conserva no sensório comum logo se excitava pela
impressão semelhante, se renovava e se seguia a paixão para abraçar
o novo objecto com eficiência."
Dissertação
sobre as Paixões da Alma, Edição da C.M. de Penamacor, 1999, p.
18/19.
Cima
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