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Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Marinha Grande
Fundado em: 2 de Outubro de 1899.
Fundadores: Operários da Real Fábrica de Vidros.
N.º de Associados: 3.500 aproximadamente.
Contactos: Rua dos Bombeiros, Apartado 112, 2431-903 Marinha Grande
Geral: 244 575 110
Secretaria: 244 575 116
                 244 575 117
Serviço de Urgência: 244 575 112
Fax: 244 575 119
E-mails: geral@bv-mg.com
            comando@bv-mg.com
URL: www.bv-mg.com
 
Historial: Em 2 de Outubro de 1899 alguns operários da Real Fábrica de Vidros (Fábrica Escola Irmãos Stephens) fundaram esta associação (é a mais antiga associação da cidade da Marinha Grande) com a ajuda dos Serviços Florestais que ofereceram algum material de combate aos incêndios nomeadamente duas bombas e carros de escadas para além de várias ferramentas.
O primeiro quartel foi instalado no edifício da velha Fábrica de Resinagem (mais tarde Mercado Municipal) que também pertencia aos Serviços Florestais e que o cederam graciosamente.
O primeiro corpo activo foi formado por todos os antigos bombeiros privativos da Real Fábrica ( João Orfão Soares, Joaquim Gil Marques, Joaquim Freitas Nobre, Vítor Ferreira Marques, Joaquim Carvalho Oliveira, Artur Birne, Inocêncio Dias, Álvaro Pereira, Joaquim Ferreira de Carvalho, Adriano Nobre Freitas, António Possidónio Marques, Joaquim Silvestre Ferreira Estêvão de Carvalho) e alguns operários.
Em 25 de Maio de 1900 foram aprovados os estatutos da Associação Humanitária que previam também o desenvolvimento de actividades de carácter cultural, recreativo, instrutivo e desportivo.
Foram então criados, com vista à realização de espectáculos para angariação de fundos, um grupo de teatro amador e uma banda de música. (Arnaldo José Almeida - comerciante em Lisboa e proprietário da Quinta das Nespereiras - ofereceu o pano para a confecção das fardas quer da banda quer dos bombeiros e João Guerra Pedrosa ofereceu o dinheiro para aquisição dos instrumentos musicais e dos capacetes).
Após diligências várias no sentido de se adquirir um terreno para a construção de um novo quartel, em 12 de Agosto de 1941 é cedido finalmente à Associação, a título perpetuo, esse terreno. O quartel foi então construído para em 1982 ser demolido no intuito de no mesmo local se construir outro mais amplo o que viria a acontecer apesar das muitas dificuldades financeiras e de carácter legal que foram surgindo (aquando da demolição, o então administrador da FEIS, mandou embargar a obra sob a alegação de que as obras estavam a realizar-se nos terrenos da Fábrica sem autorização - a decisão judicial do tribunal da comarca da Marinha Grande acabaria por ser favorável à Associação Humanitária).
A Associação possui hoje 60 bombeiros no corpo activo (10 dos quais pertencem aos quadros), uma fanfarra com majorettes, 20 viaturas diversas entre ambulâncias e carros de ataque a incêndios, um jeep de desencarceramento, um carro para transporte do comando em operações e um barco salva-vidas, de borracha, equipado com motor e desde Julho de 1999 os Voluntários da Marinha Grande passaram a contar com um auto-tanque com a capacidade de transportar 8 mil litros de água.
É a esta Associação (por iniciativa do então comandante Joaquim Carvalho d'Oliveira) que se deve a criação, em 1930, do primeiro Posto Médico e de Socorros da Marinha Grande. Localizava-se ao lado do quartel, no edifício da Resinagem, onde mais tarde funcionou o Registo Civil e hoje funciona a DASC da Câmara Municipal. Era conhecido por "Cruz Branca" o médico era o Dr. Cipriano Pinhal Palhavã e Júlio de Oliveira Baio o enfermeiro. A "Cruz Branca" prestou grandes e valiosos serviços à população marinhense, tendo funcionado até 1941, ano em que foram instituídos os Serviços Médico-Sociais da Caixa da Previdência.
Durante cerca de 30 anos ( a partir de 1911) a Associação administrou e explorou o Teatro Stephens tendo sido a responsável pela vinda à Marinha Grande das melhores companhias de teatro nacionais, tendo também sido a introdutora do cinema na localidade.
Em 1966, de colaboração com o Brigadeiro Couceiro Neto, a Associação de Bombeiros prestou novo e grande serviço à sua massa associativa, transformando o grande salão nobre em ginásio polivalente, onde o categorizado professor ministrou a várias classes de jovens ensinamentos de ginástica (aí eram também ministradas, sob orientação do "Brigadeiro", as aulas de ginástica dos alunos do Externato Afonso Lopes Vieira (que então se situava onde hoje é a Caixa Geral de Depósitos). Ainda hoje se mantêm esses cursos de ginástica nas instalações dos Bombeiros.
Graças aos feitos do seu Corpo Activo, a Associação ostenta muitos e variados galardões de que destacamos: Instituição de Utilidade Pública; Medalha de Ouro da Liga dos Bombeiros Portugueses; Medalha de Ouro do concelho; Medalha de filantropia e Caridade do Instituto de Socorro a Náufragos e, na passagem do seu centenário, a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Marinha Grande, foi condecorada com o Crachá de Ouro da Liga dos Bombeiros Portugueses (por bons serviços prestados ao longo dos últimos 100 anos).
 
Comandantes: Ao longo destes 100 anos de vida, foram comandantes do corpo activo (por ordem cronológica) - João Orfão Soares (1899-1920); Viriato de Oliveira (interinamente); Joaquim Carvalho d'Oliveira (1920-1939); José Marques Barosa (15/06/1939-31/05/1960) ; Ernesto Freitas Neto (interinamente); Ivo Roldão Barros (31/05/1960-09/12/1984); José de Jesus Sousa (31/01/1984-09/06/1997; Carlos Acácio Augusto (17/06/1997-24/04/1998; Carlos Manuel da Silva (20/06/1999-29/05/2005 e Vitor Manuel Nery Graça (30/05/2005-...).
 

Ultima actualização: 22-11-2007