D. Miguel Luis de Meneses, 2º Duque de Caminha, teve o mesmo nome que seu tio, o 1º duque. Foi D. Miguel, filho do sétimo marquês de Vila Real - D. Luis de Noronha e Menezes - e sucedeu a seu tio por mercê de D. Filipe III, morrendo no cadafalso em 1641. Apesar da sua curta vida, casou três vezes. A primeira com D. Margarida de Melo, a segunda com D. Maria de Castro, sua cunhada, a qual morreu também, como sua irmã, pouco tempo depois de casada. O terceiro casamento fê-lo o 2ª duque de Caminha com D. Juliana Maria Máxima de Faro.

Levado por seu pai, o marquês de Vila Real, a entrar numa conjura contra D. João IV, só por obediência filial consentiu em participar nela. Todavia, descoberta a rebelião foram presos todos os fidalgos que nela tomaram parte, tendo à frente o arcebispo-primaz D. Sebastião de Matos Noronha. De nada serviram as súplicas para que fosse perdoado D. Miguel Luis de Meneses. Morreu, como os outros conjurados, no dia 29 de Agosto de 1641, degolado num cadafalso erguido no Rossio de Lisboa, depois de ter estado preso em S. Vicente de Belém.

(...voltar)

 
 
D. Juliana, 2ª duquesa de Caminha, casada com D. Miguel Luis de Menezes. D. Juliana Maria Máxima de Faro, 4ª senhora do condado de Faro, era filha e herdeira dos segundos condes de Faro. Sobre esta figura escreveu Pinheiro Chagas «O Juramento da Duquesa», e António de Sousa Vasconcelos a peça em 5 actos «A Duquesa de Caminha».

(...voltar)

 

Marquês de Vila Real, O nono conde  e sétimo marquês de Vila Real foi D. Luis de Noronha e Meneses, 6º conde de Alcoutim e de Valença. Nono capitão-general de Ceuta, alcaide-mór de Leiria, membro do conselho de Estado de D. Filipe III de Portugal e de D. João IV. Não achando ter sido suficientemente compensado por D. João IV, deixou-se encantar com as promessas de grandes honras oferecidas pelo rei de Espanha e lembradas pelo arcebispo-primaz. Foi a conjura descoberta e o marquês foi preso nas escadas do Paço da Ribeira, em 28 de Junho de 1641. Foi degolado em Agosto desse mesmo ano. O marquês de Vila Real cujos bens foram confiscados, possuia casas, onde ia de vez em quando, em S. Pedro de Moel. Abandonadas, ficaram em ruínas. E sobre essas ruínas construiu a sua residência o poeta Afonso Lopes Vieira, o qual se refere a este facto no seu livro de poemas «Ilhas de Bruma». Por testamento do poeta, aquelas instalações foram doadas após a sua morte "aos filhos dos trabalhadores vidreiros e das matas nacionais" e é lá que, ainda hoje, funciona uma colónia balnear infantil sob jurisdição da Câmara Municipal da Marinha Grande. Essas instalações albergam ainda um pequeno Museu onde estão guardados, entre outros, objectos pessoais do Poeta Afonso Lopes Vieira.

(...voltar)

 
 
D. João IV, Vigésimo primeiro rei de Portugal, de 1 de Dezembro de 1640 a 6 de Novembro de 1656. Nasceu em Vila Viçosa em 1604 e era o 8º duque de Bragança. Casou com D. Luisa de Gusmão, a qual teria tido grande influência na decisão do duque ao aceitar o movimento da Restauração de Portugal, que o alçaria a rei e daria a independência à sua Pátria.

(...voltar)

 
 

S. Vicente de Belém, O baluarte de S. Vicente, construido no princípio do século XVI sobre a ilhota junto á praia do Restelo, é o mesmo que hoje é conhecido vulgarmente por Torre de Belém. No interiortem quatro salas em abóbada, sobrepostas umas ás outras. Diz-se que a sua configuração exterior é semelhante  à da torre que havia em Goa, junto ao rio Mandovi, descrita por Gaspar Correia nas «Lendas da India». Tem masmorras subjacentes à casamata, na qual foram encerrados vários condenados.

(...voltar)

 
 
 
Penedo da Saudade, Penedo muito elevado e cortado a prumo, situado a norte da praia de S. Pedro de Moel. Junto desta falésia está o farol, inaugurado em 1912 e cuja torre mede 26,40 metros .

(...voltar)


Revised: Outubro 18, 2001 .