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A História e a vida da Marinha Grande começa na centúria de quatrocentos quando do Pinhal de Leiria, semeado por D. Afonso III e principalmente por D. Dinis cerca de 100 anos antes, começou a sair a madeira necessária à construção das naus e das caravelas dos Descobrimentos Portugueses.
A Marinha Grande conheceu um desenvolvimento muito maior logo que foi construída, em 1769, por iniciativa do Marquês de Pombal, a Real Fábrica de Vidros de Guilherme Stephens, aqui justificada pela abundância da necessária matéria-prima - a lenha e a areia. Mas o passado do vidro e do cristal também tem a marca do esmero e do saber de muitas gerações de operários-artistas que num sopro, ou num toque de lapidação, transformam uma bola de fogo numa finíssima e delicada peça de cristal digna de figurar em baixelas reais. Hoje os principais monumentos da Marinha Grande são as suas fábricas. Muitas, além das suas altivas chaminés e fachadas antigas, guardaram as maquinarias do passado, lado a lado com belas obras de vidro e de cristal em museus onde a vida, a arte e a técnica se descrevem em séculos de História. Visite o Museu da Fábrica - Escola Irmãos Stephens e o Museu da Fábrica de Vidros Santos Barosa.
 
Depois, num calmo passeio a pé pelo centro da cidade, parta da Praça Guilherme Stephens que se distingue pelo agradável conjunto de edifícios de traça pombalina, do século XVIII, dos quais se destaca o dos Paços do Concelho, noutros tempos antiga dependência da vizinha Fábrica Irmãos Stephens. Para lá dos portões de ferro da "Fábrica Velha" (denominação popular dada á Fábrica Irmãos Stephens), vê-se num elegante jardim rodeado por três edifícios simétricos, onde se situa o Museu, a primitiva fábrica de vidraça e a antiga administração. No centro da Praça encontra-se o busto de Guilherme Stephens e num dos extremos situa-se o Mercado Municipal, outrora antiga fábrica de resinagem (1859) e mais tarde cinema ao ar livre (década de 30). As ruas que convergem nesta Praça são as mais comerciais da cidade e apenas reservadas a peões.
Além da visita ao Jardim Municipal não deixe de conhecer o Parque do Engenho situado à saída da cidade, na estrada EN 242-1 para Vieira de Leiria, que deve o seu nome a um engenho de serrar madeira, movido a energia eólica, aqui construído em 1724, por ordem de D. João V.
 
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Um paraíso ecológico para o treino desportivo e a vida ao ar livre
 A Marinha Grande é um verdadeiro paraíso ecológico para a preparação desportiva e para a vida ao ar livre bem como para o descanso e o labor intelectual, tendo disto deixado testemunho o poeta francês Edgar Faure e o poeta português e leiriense, Afonso Lopes Vieira, além de outros intelectuais e artistas.

A "Capital do Vidro" como também é conhecida a Marinha Grande, vem vendo reconhecidos e procurados por alguns dos melhores atletas portugueses do Fundo e do Meio Fundo do Atletismo de Portugal, bem como por equipas de futebol, etc., o clima temperado, o ambiente calmo e ecologicamente equilibrado de S. Pedro de Moel para se prepararem para a alta competição

 
 
Dispondo já de vários "courts" de ténis, de um pavilhão gimnodesportivo, de um estádio relvado com pista de piso sintético, além de outra piscina e outro pavilhão assim como de instalações desportivas de clubes locais e dispondo simultaneamente de hotéis e residenciais de excelente qualidade, a Marinha Grande reúne cada vez mais as condições necessárias para a preparação de atletas em diversas modalidades desde o Futebol ao Atletismo, do Ténis ao Hóquei em Patins, do Andebol ao Basquetebol ou ao Judo, etc. 
 
. A Marinha Grande deixa a atletas e a clubes nacionais, bem como aos clubes e atletas dos países da Comunidade Europeia, um convite para que venham conhecer e beneficiar das privilegiadas condições naturais e dos equipamentos de que o concelho dispõe para proporcionar um bom treino desportivo a atletas de alta competição.

 

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Os Vidros e os Cristais
Situada na orla oriental do Pinhal de Leiria, a cidade da Marinha Grande deve a sua existência à proximidade do Pinhal e, desde o século XVIII, às manufacturas de vidro que aqui se estabeleceram.
De facto, foi no ano de 1769 que o rei D. José I, por iniciativa do ministro Marquês de Pombal, chamou à corte o industrial inglês Guilherme Stephens. Nesse mesmo ano a família Stephens instalava-se na Marinha Grande e iniciava a construção da Real Fábrica de Vidros, segundo projecto do próprio Guilherme Stephens. Foi no ano de 1770 que com a colaboração de operários vidreiros vindos de Génova e alguns portugueses, se iniciou a produção de vidro de embalagem e vidraça. Desde logo a mestria e arte revelada pelos operários portugueses tornou famosa esta fábrica que já no início da centúria de oitocentos, lançou a produção de cristal e, com ela, revelou uma elite de operários vidreiros e lapidários, capazes de através da roda de esmeril lapidar no cristal os mais belos desenhos.
 
Após duzentos e cinquenta anos de arte e tradição em manufactura de vidro, nasceu na Marinha Grande, em 1998, o Museu do Vidro, onde está depositado um vasto património, testemunho da forte actividade industrial desta terra. No actual Museu da Fábrica-Escola Irmãos Stephens expõem-se vidraças artísticas, vidros antigos que remontam aos tempos da fundação da fábrica, admiráveis colecções de taças, jarras, jarrões e outras valiosas peças de cristal lapidado, peças representativas da produção de vidros dos Séculos XVIII ao Século XX, local e nacional, que reflectem não só a evolução das técnicas, processos de fabrico, do gosto e das influências artísticas, como também a arte e o saber dos grandes mestres vidreiros, passado de geração em geração nestes últimos dois séculos e meio.
A construção do Palácio Stephens remonta a finais do terceiro quartel do Séc. XVIII. Trata-se de um edifício de traçado simples e harmonioso, construído para habitação do industrial inglês e proprietário da Real Fábrica de Vidros, Guilherme Stephens. O espaço envolvente do palácio é marcado pela existência de alguns elementos arquitectónicos fabris, que pertenceram à antiga fábrica e que caracterizam a forte componente industrial em que sempre esteve inserido. 
Em 1989 foi inaugurado o Museu Santos Barosa, no âmbito das comemorações do 1º Centenário da empresa que ao longo da sua história produziu todo o tipo de artigos de vidro, nas últimas décadas foi-se especializando na produção de garrafaria. No Museu, instalado num edifício datado dos anos 20, encontram-se em exposição objectos e utensílios usados na produção manual do vidro e a reconstituição da entrada de um forno.
Outras actividades tradicionais ligadas ao vidro e ao cristal são as de pintura à mão de objectos de vidro, o artesanato e esculturas em cristal, ou os objectos em vidro maçarico feito artesanalmente por antigos e conceituados operários vidreiros.
Outra importante aplicação do cristal que aqui se faz é na fabricação de artigos de iluminação, nomeadamente os famosos lustres de candeeiros de cristal da Marinha Grande.
As fábricas de vidro e cristal que recebem visitas turísticas, mediante marcação prévia, são as seguintes:
MANDATA
Rua Manuel Pereira Roldão
Telef.: 244 566 001
 
CRISAL - (Cristais Atlantis)
Zona Industrial da Marinha Grande
 
JASMIM - Estrada de Leiria, 227
Telef.: 244 568 784
 
SANTOS BAROSA - (Museu da Fábrica)
Zona da Estação - Cumeira
Telef.: 244 570 100

DÂMASO - Vidros de Portugal S.A. Rua Pires de Campos, Apt 4               2431-909 Vieira de Leiria                   Telef.: 244698 100

 
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O Litoral e a Praia da Vieira
Uma sucessão de praias tranquilas, longos areais cheios de sol e de ondas apetecíveis. Ao lado as dunas e o magnífico Pinhal de Leiria.
Partindo de Sul para Norte conheça a Praia de Pedra Lisa. É uma praia sossegada, envolta por uma altiva arriba panorâmica, a espaços cortada por pequenas linhas de água pura e riachos que nascem no pinhal, numa belíssima zona de dunas conhecida por Valeiras.
Dois passos para Norte e chega-se à bonita Praia de S. Pedro de Moel, toda ela rodeada de pinhais, casas elegantes e um passado cheio de referências aristocráticas. Depois espreite o mar, as ondas e os rochedos junto ao farol. À beira da estrada veja os pinheiros ajoelhados nas dunas e as formas únicas dos seus troncos e ramagens.
A Praia da Concha é uma pequena praia, abrigada entre duas falésias. Pare e caminhe um pouco ao longo da falésia setentrional. A meio o panorama é magnífico. São mais de dez quilómetros de praia, dunas e pinhal. Primeiro é a Praia Velha e a pequena foz da Ribeira de S. Pedro. Depois a Praia das Pedras Negras. Para diante uma praia imensa e limpa onde repousam as gaivotas e a brisa do mar. É um espaço vasto, azul e dourado, quase único para viver tranquilamente as emoções da pesca, do wind-surf ou de um simples passeio a beira-mar.
A Praia da Vieira é uma antiga praia de pescadores e cada vez mais uma excelente estância turística e de veraneio. Ao longo do seu areal estendem-se as redes dos pescadores, as cores vivas dos chapéus de sol e os barcos de remos longos à espera da aventura do mar e da faina. É nos dias de Verão, de manhã bem cedo e com a maré baixa que os pescadores vão ao mar. No areal apenas ficam as mulheres, as crianças e os mais velhos que dão o último impulso ao barco e seguram as cordas das redes. À força de remos o barco vai avançando em semicírculo e as redes vão sendo lançadas ao mar. No regresso a terra todos ajudam os pescadores a alar a rede. Depois, quando o peixe já brilha na praia, faz-se a lota e partilha-se a alegria e a sorte da faina.
Também o artesanato e a gastronomia da Praia da Vieira descrevem a riqueza da ligação do Homem ao mar, no sabor das caldeiradas e do arroz de marisco, ou nas cores vivas dos barquinhos de madeira.
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S. Pedro de Moel
Entre o pinhal e o mar. Uma praia esplêndida, abrigada numa concha de casario cheio de bom gosto e de ar aristocrático. Os hotéis e a magnífica piscina oceânica sobre o mar. O surf e body-board que aqui é praticado durante todo o ano.
Nuns momentos vivem-se os dias de praia, cheios de sol e de brisa iodada que refresca a alegria dos amantes do voleibol de praia. Noutros joga-se ténis à sombra do pinhal, corre-se ou passeia-se de bicicleta ao longo da "Volta aos Cinco" que começa na estrada que parte junto ao Parque de Campismo da Orbitur, passa junto às "Árvores", e continuando à esquerda chega-se à Praia Velha onde se vira à direita para regressar a S. Pedro pelo lado do mar e do farol do Penedo da Saudade.
Com vista para o mar descobrem-se as emoções da pesca desportiva e da caça submarina, já que a norte da praia de S. Pedro existem rochedos mariscados que atraem diversas espécies de peixes, tais como o sargo, robalo, o safio e dourada, aliás espécies que, a par dos mariscos, também são habituais à mesa dos restaurantes de S. Pedro de Moel.
Ao visitar a Casa-Museu do poeta Afonso Lopes Vieira aprecie no exterior o estilo do arquitecto Raul Lino e no interior diversos objectos pessoais do poeta - uma colecção de desenhos, obras de arte e muitas obras de poesia, teatro e romance de Afonso Lopes Vieira (1878-1946) que é considerado a personalidade literária de maior relevo no distrito de Leiria.
Ao entardecer as esplanadas e um admirável pôr-do-sol anunciam o ambiente elegante, cosmopolita e animado das noites de S. Pedro de Moel.

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O Histórico Pinhal de Leiria
O Pinhal de Leiria é uma floresta de pinheiro bravo com cerca de 11.500 hectares, também conhecido por Pinhal do rei que cruza, de Norte a Sul, todo o concelho da Marinha Grande.
Foi no século XIII, durante o reinado de D. Afonso III, que se iniciou a plantação do Pinhal de Leiria, embora tivesse sido D. Dinis (1279-1325) quem intensificou e regularizou as sementeiras, para não só interceptar as areias que os ventos litorais arrastavam para o interior, bem como servir os interesses marítimos e comerciais da Coroa. Atente-se na importante quantidade de madeiras que o pinhal produzia, tanto para a construção naval como para a exportação.
Com o avançar dos Descobrimentos e a expansão do Império Marítimo Português nos séculos XV e XVI, a exploração do pinhal foi intensificada sendo as madeiras escoadas pelo antigo porto de Paredes e através da Ribeira de S. Pedro até junto ao mar.
Aos diferentes ciclos de plantação de pinhal corresponderam os diversos usos da madeira, tal como o aquecimento das populações e o fabrico de carvão para os fornos metalúrgicos e da indústria do vidro.
No lugar de Pedreanes, Quinta da Moleirinha, situa-se uma curiosa estação de arqueologia industrial formada por ruínas de instalações metalúrgicas datadas da Segunda metade do século XIX.
A tradição metalúrgica na Marinha Grande relaciona-se com o fabrico de moldes de bronze, ferro, aço e alumínio necessários à decoração dos vidros.
Cruzando o Pinhal em direcção ao mar suba ao Alto dos Picotes, junto à EN 242-2, de onde o panorama da mata é infindável.
Outro local privilegiado para observar a imensidão desta «catedral verde e sussurrante» (A. Lopes Vieira) é o Posto de Vigia do Ponto Novo, a uma altitude de 110 metros. Para ir até lá inicio o percurso da "Volta aos Cinco" e depois das "Árvores" vire à direita, cerca de 500 m depois, volte de novo à esquerda e no topo da estrada encontrará o Ponto Novo, edificado em 1937 e destinado à detecção de incêndios na mata.

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